quinta-feira, 26 de março de 2015

Rio Grande, 27 de março de 2015


Nossa cidade do Rio Grande, iniciando o outono, a noite já apresenta-se uma aragem fria, e lá vai indo o verão, A cidade fervilha com um movimento de pessoas, principalmente nos cartórios da cidade, que somos obrigados a ir. E aí é que vamos descobrindo, que no Brasil, estamos reféns de um emaranhado de obrigações, muitas vezes decididas por incapacidade de dirigentes destes cartórios.
Acreditem que aqui temos um só cartório de registro de imóveis, no qual o funcionário, simplesmente não acredita a veracidade dos documentos emitidos por outro cartório, exigindo documentos para provar as declarações em certidões emitidas. Não sei como funciona em outros países, o controle destas pessoas, e como é resolvido estas incompetências administrativas.

Os vereadores, ficam discutindo sobre problemas menores, esquecendo de legislar,sobre os maiores, como por exemplo: estão construindo um edifício de 10 andares, em frente a minha casa, só que os esgotos que lá existem são muito antigos, e geralmente dão problemas de entupimento, como vai ser com o aumento do uso por estes habitantes que morarão no edifício. Este edifício não precisou usar de nenhum recuo, e está sendo construído em um terreno sem nenhuma arborização obrigatória , que deveria ser estabelecida por legislação específica, e ainda acham que isto é desenvolvimento?

A cidade com a criação do polo naval, sofreu um grande movimento de pessoas de outros estados, criando-se uma balburdia, e aumentando os preços dos imóveis e alugueis, e agora após descoberta de propina para pessoas do governo, que beneficiavam estas grandes construtoras, com construções faturadas acima do normal, está havendo um regresso na cidade, pois, em todas as quadras estão casas para alugar e vender, e os clientes evidente que já não existem mais na quantidade anterior.

No centro da cidade, ao anoitecer, já torna-se perigoso andar , tendo em vista os assaltos e crimes que estão sendo cometidos, por este aumento de pessoas e agora falta de ocupações.

Nós temos um só hospital a Santa Casa, e que em virtude de falta de pagamento de obrigações pelo estado, está sendo inviabilizada, O Ministério público afastou o administrador, e estamos indo para o caos total da saúde, o que na realidade representa o que está acontecendo em todo nosso país. Para os políticos não existe restrição de dinheiro, que andam gastando em viagens e benefícios cada vez maiores, mas para o retorno dos impostos a população, não existe nenhum controle.

Apesar de todos as novidades de computação, e controle  de  contas, o poder público mantém uma imensa quantidade de funcionários, que passam o dia carimbando e despachando expedientes protelatórios, não havendo nenhum estudo para simplificar estes expedientes.

A muitos anos atras, trabalhei em uma empresa multinacional, e não esqueço, que vieram pessoas especializadas, para verificar os procedimentos efetuados por cada um dos funcionários, e estabelecer de que não havia duplo procedimento nos atos mais simples, pois estes acarretavam um enorme desperdício  na qualidade e tempo.



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